Selic a 10,75% terá efeito reduzido no crédito
A alta de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros da economia (Selic), anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), terá efeito reduzido nas operações de crédito. A avaliação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), que projetou o impacto da elevação da Selic, de 10,25% para 10,75% ao ano, sobre as taxas cobradas de consumidores e empresas. De acordo com a Anefac, o efeito será pequeno porque existe um distanciamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que, na média da pessoa física, atingem 122,71% ao ano.
A diferença entre a Selic e o que é efetivamente cobrado das empresas também é grande. Pelas projeções da Anefac, a alta da Selic fará os juros cobrados no comércio subirem de 98,50% para 99,40% ao ano. A taxa média do cartão de crédito passará de 238,30% para 239,77% ao ano. No caso do cheque especial, a alta da Selic fará a taxa de juros subir de 138,18% para 139,24% ao ano.
As operações de crédito em bancos e financeiras também ficarão um pouco mais caras para o consumidor. A taxa de juros média do crédito direto ao consumidor (CDC) oferecido por bancos para a compra de automóveis subirá de 34,17% para 34,80% ao ano. Na prática, as altas projetadas indicam pequenos aumentos, em reais, para o consumidor.
Fonte: Jornal de Santa Catarina |